NELSINHO SANTANA

 


NELSINHO SANTANA

 

Um menino do interior,

Batizado como Nelson

Mas chamado com carinho

Pelo nome de Nelsinho,

 

Vivia com a família

Em um sítio em Ibitinga,

Ajudando os pais na roça

E também brincando muito.

 

Tinha apenas sete anos

Quando, trepado na árvore

De uma queda veio ao chão

Quebrando seu braço esquerdo.

 

Foi fratura muito grave,

mais do que se imaginava;

Assim, para esse menino,

Começou sua via crucis.

 

Ficou defeituoso o braço,

Muita dor deu ao menino;

A gangrena apareceu

Fazendo-o tanto sofrer.

 

Para salvar-lhe a vida,

Não houve outro remédio

A não ser a amputação

Do braço do menininho.

 

Mas na vida todo mal

Pode acarretar o bem,

Quando se confia a Deus

O destino de quem sofre.

 

A vida no hospital

Fez parte de uma rotina

Na vida do jovem Nelson

Nos anos que se sequiram.

 

E foi no hospital que ele

Recebeu a catequese,

Que o tornou um amigo

De Jesus Cristo, o Senhor.

 

Foi intensa essa amizade

E Nelsinho conversava

Com Jesus todos os dias

Sentindo-O sempre a seu lado.

 

A alegria maior

Que teve em sua vida

Foi quando a Eucaristia

Recebeu primeira vez

 

Pediu, então, a seu padre

Que lhe desse Jesus Cristo

Todo dia em Comunhão,

Divina consolação.

 

Nelsinho estava triste,

pois que apenas com um braço

não poderia ajudar

seus pais na lida diária.

 

Porém grande alegria

tinha em seu coração:

tinha ele um grande amigo,

Jesus, filho de Maria.

 

E dizia ao grande Amigo:

“Nesta vida nada posso,

sinto que estou inútil

não podendo trabalhar.

 

Mas se eu for para o céu

e ficar sempre a teu lado,

com o braço que me resta

posso muito Te ajudar.

 

Vou puxar-Te pela manga

e apontar todo aquele

que precisa de Tua graça

para que não sofra mais.”

 

Que grandeza era a alma

desse menino tão jovem,

que fez de sua desgraça

uma razão para amar.

 

O desejo pelo céu

era tanto em seu peito

que fez um lindo pedido

ao seu amigo Jesus:

 

“Na noite de Teu Natal

quero que ao céu me leves,

cessando o meu sofrimento

e estando sempre ao Teu lado”.

 

Vinte e quatro de dezembro;,

a noite se aproximava;

no quarto do hospital

havia poucas pessoas.

 

Em seu leito, o Nelsinho

via os pais e o seu padre,

uma freira e a enfermeira

e o médico a seu lado.

 

Nelsinho estava sereno

e falou aos tristes pais:

“Não chorem por mim, meus pais,

pois vou lá no céu morar.”

 

Após sua despedida,

cerrou suavemente os olhos

para não mais os abrir

nesta vida dolorosa.

 

Hoje este servo de Deus

vive ao lado de Jesus,

intercedendo por todos

que confiam-se ao Senhor!

 

 

 

 

 

 

 

Nenhum comentário: